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Quando se fala em riqueza temos logo o costume de associar esta virtude a acúmulo de dinheiro. Não que isto esteja errado, mas, de uma forma crescente as pessoas quando são perguntadas sobre o que é ser rico ou ter riqueza, a gama de respostas tem sido variada.

Uma percepção cada vez mais comum é que a riqueza está intimamente relacionada ao resultado das atitudes, dos hábitos, da disciplina, ou em outras palavras, é consequência do estilo de vida de cada um.

É bem verdade que para alcançar a riqueza são necessária boas práticas financeiras, mas o que se tem observado é que além da gestão eficiente do dinheiro, há outros aspectos tão importantes quanto o dinheiro e outras áreas da vida que precisam ser gerenciadas de forma igualmente eficiente.  Como será isso?

Riqueza: uma visão além das finanças

Desde o Brasil-Inflacionário, período em que vivemos uma inflação galopante onde o dinheiro de um dia não comprava o mesmo produto no dia seguinte, para o Brasil-Consumista, onde começou a sobrar dinheiro para a população e o Governo fundou suas políticas econômicas no incentivo ao consumo, o brasileiro vive às voltas com difícil tarefa de organizar suas finanças; fazer o dinheiro esticar até o fim do mês e, quem sabe, ajudar na realização dos nosso sonhos.

Quando falamos em finanças pessoais, logo remetemos a ideia de gerenciar dinheiro.  E, nesse sentido, a lição mais básica, cantada em versos e prosas pelos diversos profissionais do dinheiro é: gaste menos do que você ganhar. Em outras palavras devemos aumentar nossas receitas e diminuir nossas despesas. Para tanto, basta diminuirmos a quantidade de cafezinhos que tomamos ao longo dos dias, por exemplo, ou ao deixar de sair para beber com os amigos nos finais de semanas, guardando o dinheiro que gastaríamos.

Parece ser uma lógica fácil, muito parecida como regime para perder peso e ter a silhueta desejada. Mas, passado algum tempo, parece que vamos perdendo a disposição inicial e subvertemos a lógica: voltamos a comer como antes ou perdemos o controle das finanças. Por que será que isso acontece?

Viver: a arte de equilibrar pratos

Podemos comparar a tarefa de gerenciar o dinheiro com a tarefa de um equilibrista de prato, que o coloca sobre uma vareta e fica girando-o para evitar que este caia. Sua tarefa seria relativamente fácil se ele tivesse apenas um prato, pois, com prática ele o manteria girando.

Mas, a graça do número do equilibrista de pratos é ter que manter vários pratos girando, equilibrados, sem deixá-los cair. Na prática vemos o equilibrista de um lado para o outro, correndo, para fazer os pratos continuarem girando simultaneamente.

Você já pensou que em finanças pessoais não temos apenas um prato – o dinheiro – mas, vários pratos girando ao mesmo tempo? E, que equilibrismo – a vida – só vai estar completo se conseguirmos manter vários pratos girando, juntos? Precisamos fazer com que os pratos continuem girando, uns com maior rapidez e outros mais lentamente, mas sempre girando.

Um dos pratos a serem girados é o dinheiro, porém não basta ter em foco apenas no dinheiro, porque temos que manter outros pratos girando.

É bem verdade que este é um recurso importante, mas ele é apenas um dos recursos que devemos administrar. Vamos falar de outros recursos necessários: Conhecimento, Tempo, Saúde e o Emoção. Está disposto a conhecê-los? Então, vamos comigo!

O que existe além de dinheiro?

Uma pessoa rica deve ter muito mais do que apenas dinheiro (bens materiais).

Partindo da ideia de que tudo é recurso, inclusive o dinheiro, devemos nos preocupar com outros aspectos que são tão importantes quanto ele.

O que são recursos? Levando-se em consideração a etimologia da palavra, ou seja, o estudo da origem da palavra recurso encontramos nos dicionários as definições como: “meio para atingir um fim, expediente”, “meios humanos e/ou materiais”, “capacidades” e “meios de fortuna, bens, haveres”.

Sendo assim, tudo aquilo que buscamos no dia a dia em nossas relações, familiares, estudantis e profissionais, de uma forma ou de outra visa juntarmos recursos, como meio para termos riqueza. Existem muitas coisas que podem ser classificadas como recursos e para facilitar o entendimento e boa gestão deles dividimos estes recursos em 5 tipos.

O gerenciamento de recursos pode mudar vida. Precisamos dividir o dia e dar atenção a cada um dos 5 recursos. Algumas vezes precisa dar mais importância a um deles. A mágica é que um recurso ajuda e serve de apoio para você melhorar o outro. Os recursos têm uma interdependência. E precisamos melhorar todos eles para ter equilíbrio na vida.

E quais são os 5 grandes recursos?

Dinheiro

O dinheiro é um meio de troca entre as coisas materiais.

Ele é importante, pois sem dinheiro morremos de fome na rua a não ser que alguém fiquei comovido com nossa situação e resolva nos ajudar, mas, nesse caso não resolveremos nosso falta de condições materiais sozinhos, dependeremos da ajuda de um terceiro.

O mesmo raciocínio vale quando criamos uma rotina de gastar mais do que ganhamos. Logo, ficaremos com uma dívida que provavelmente não conseguiremos pagar sozinhos. Nesse caso, ou aumentamos nossa condição de receita, com ganho suficiente para juntar o dinheiro necessário para quitar a dívida ou teremos que contar com a ajuda de um familiar ou amigo, ou, na pior das hipóteses teremos que lançar mão de um empréstimo bancário, ficando presos ao banco até que quitemos nossa dívida com ele.

Portanto, o dinheiro compra a liberdade, para quem sabe usá-lo.

É com ele que compramos conhecimento, contratamos uma pessoa para fazer algo em nosso lugar para nos sobrar mais tempo, com ele pagamos o plano de saúde, a academia, os alimentos e, porque não, flores para a pessoa amada.

Saúde

Se não há saúde, não há vida.

A saúde também é um recurso, pois se uma pessoa tem um monte de dinheiro, mas não tem saúde ela vai ser a pessoa mais rica do cemitério. E como caixão não tem gaveta, se a saúde acabar e a pessoa for embora, não vai levar nada.

Olhando a etimologia da palavra saúde, sem entrar em uma discussão muito aprofundada, podemos ver que o termo saúde denota uma qualidade dos seres intactos, indenes, com relacionado à inteireza, totalidade, integridade.

Em outras palavras, saúde indica solidez, firmeza, força.  Isso quer dizer que saúde não está relacionada apenas a integridade física, mas à sua totalidade (físico, mente e emoção). Quem não se lembra do famoso ditado latino: “Mens sana in corpore sano” (Mente sã em um corpo são). Logo ter saúde vai bem além de curar um resfriado ou dor de cabeça.

Mais do que isso, uma boa saúde nos ajuda a buscar aquilo que queremos e a correr atrás dos nossos sonhos. Tem um ditado que diz que se não tivermos tempo para cuidar da saúde, teremos que arruma-lo quando ficarmos doentes. Também se diz por ai que aquele que gasta toda sua saúde correndo atrás de dinheiro depois vai gastar o dinheiro para cuidar da saúde.

Em contrapartida, uma pessoa saudável consegue aproveitar melhor sua vida, usar melhor seu tempo e o dinheiro.

A cada dia está sendo comprovado que a qualidade de vida tem impacto direto na produtividade.

Conhecimento

O átomo (a menor parte) da nossa vida são os eventos, os que permitem escolhas e os que não.

Por conhecimento queremos dizer aquilo que sabemos, nossa inteligência, e a capacidade de entender problemas e fazer boas avaliações.

Fazendo boas avaliações, tomamos boas decisões quando temos escolhas e com boas escolhas é que nossa vida vai para frente (avança).

Assim, devemos focar no processo decisório, pois, decidindo mudamos nossa vida.

Para que uma boa decisão seja tomada é necessário, além de outras coisas de mesma importância, a razão. Razão é conhecimento na forma de sabedoria, bom senso, experiência, humor, inteligência e informação.Também é conhecimento a capacidade de se comunicar.

E conhecimento vale tanto quanto dinheiro.

Não adiante termos dinheiro se não tivermos conhecimento uma vez que se não tomarmos boas decisões ele vai embora.

Aliás, é comum ao fazermos um planejamento financeiro nos valermos da relação Receitas x Despesas, ou seja, nos focamos em analisar o quando ganhamos e o quanto gastamos. Normalmente, para equilibrar esta equação financeira, ao identificarmos os gastos que são imprescindíveis e os gastos chamados de supérfluos procuramos ir cortando estes que teoricamente podemos abrir mão deles.

É comum ouvirmos sugestões como “se você toma 3 cafezinhos por dia, passe a tomar só um e você economizará o dinheiro dos outros 2”. E assim vamos cortando, mesmo que seja algo que gostamos muito. Mas, chega um momento em que encontramos um limite no corte dos gastos, daí concluímos que teremos que mexer com a outra variável: o ganho.

Precisamos aumentar o nosso ganho. Porém, como fazer para aumentar o ganho? Simples: a nossa hora de trabalho/produção precisa valer mais, precisa ter uma valor agregado maior. E sabe como isso é possível? Somente com capacitação. Precisamos nos capacitar, aumentar a nossa habilidade e competência e isso só possível com a aquisição de conhecimento integral (teórico e prático). Por isso, quando a sua empresa disponibiliza um curso ou uma palestra você não deveria ver isso como uma chateação do chefe, mas, como uma possibilidade de sua hora de trabalho valer mais e consequentemente ganhar mais.

Logo, conhecimento também é dinheiro em outra perspectiva. Já tinha pensado nisso?

Desta forma acreditamos que ensinar/aprender a conhecer é uma das formas mais genuínas de enriquecimento pessoal e de aumento do nosso conhecimento.

Tempo

O tempo é um recurso escasso, sendo o único que só diminui.

De todos os recursos ele é o único que só tem uma direção. Dinheiro e saúde nós podemos perder e recuperar, mas, tempo não, ele é o único que não volta atrás. E como dizia o Cazuza “o tempo não para”.

Se não soubermos gerenciar o pouco tempo que temos para tantas coisas pode ser que sobre dinheiro, mas, será de pouca utilidade.

É dito que “tempo é dinheiro” (Time is Money).

Temos que ter tempo para vender para o chefe e ganhar dinheiro; temos que ter tempo para a saúde; temos que achar uma hora para estudar e temos que curtir a vida com quem amamos, porque a vida é uma só e temos que aproveitar.

É incrível que mesmo com tanta tecnologia e automação, em que algum computador ou alguma máquina faz nosso trabalho, cada vez mais escutamos pessoas dizendo que não tem tempo ou que o tempo está cada vez menor. O problema na quantidade de tempo ou qualidade da sua utilização?

É preciso aprender a gerenciar e aproveitar o melhor o seu tempo

Emoção

O que diferencia o ser vivo de um ser inanimado?

Há uma centelha e um conjunto de processos – físicos e químicos – determinando que algo está vivo.

Por que quando tudo está bem em nossa vida material, mas, enfrentamos um problema emocional, parece que as coisas deixam de ter graça?

O que nos faz “pular” da cama? O que nos dá força para seguirmos em frente, mesmo que as chances pareçam não ser muito boas ou quando estamos exaustos?

Como dito acima, somos resultados das nossas decisões que, certamente será resultado, por sua vez, da equação Razão e Emoção. E não se iluda, em eventos que demandam uma decisão tem-se concluído que as emoções têm relevância ainda maior do que a razão.

Então é preciso aprender a lidar com as nossas emoções.

Zeneconomics e os 5 Recursos

A ideia deste artigo é começar ampliar a sua visão sobre o que é riqueza e como é importante gerenciar recursos e não só dinheiro para ser rico.

O Zeneconomics nasceu do desejo de criarmos uma empresa que ajude as pessoas a terem uma vida melhor a partir do gerenciamento equilibrado dos 5 recursos.

Engrossamos as fileiras daqueles que creem no aprendizado como força transformadora e na convicção de que o futuro de um país passa necessariamente por uma educação capaz de formar seres humanos éticos e compromissados com a evolução sustentável de todos os recursos inerentes aos seres humanos: dinheiro, conhecimento, tempo, saúde e emoção.

Acreditamos no aprendizado que valoriza o conhecimento integral (teoria e prática), não se esgotando na relação unilateral professor/transmissor e aluno/receptor limitada à sala de aula. Cada vez mais, com o advento de novas tecnologias, a educação torna-se global e ilimitada.

E para tanto usaremos dois métodos: Equilíbrio Dinâmico e Balanceamento de Recursos.

Em outros artigos vamos estudar o gerenciamento dos 5 recursos de forma sistêmica e equilibrada, identificando que há intima relação entre eles, podendo-se estabelecer um ciclo evolutivo em que a boa gestão de um seja a força motriz do crescimento do outro.

Mais. O equilíbrio entre os recursos é dinâmico, dependendo da realidade de cada indivíduo. A ferramenta capaz de gerir este equilíbrio dinâmico é o Balanceamento dos Recursos. Ensinar este método será a nossa missão.

Por esta razão é que o conceito não é Zenfinanças, mas Zeneconomia, pois, economia significa cuidar da própria casa e não somente do dinheiro (mais amplo).

 

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